DeCoração

Eu não serei menos para você parecer ser mais

14 14UTC Outubro 14UTC 2009 · 4 Comentários

11430437_1

Eu não serei menos para você parecer ser mais. (se possível ouça I gotta a feeling do Black Eyed Peas enquanto lê)

Um dia na vida alguém nos sugere que a gente use o nosso dimer interior para reduzirmos nossa própria luz. A sugestão pode vir de formas variadas e muitas vezes camufladas de “boa” intenção.

Pode ser uma frase solta, fora de contexto mas tem o mesmo alvo que é reduzir o outro a um lugar inferior do que ele é capaz: “É melhor ser boneca de velho do que peteca de moço” profetiza a avó. “Ué, mas se você aceitar esse emprego vai ganhar mais que eu!” desabafa a madastra. “Ah, eu acho ótimo ela trabalhar pois assim ela ganha o DINHEIRINHO dela” diz o marido. “Meu filho, você precisa arrumar um emprego de verdade, não essa coisa aí de publicidade (teatro, música, internet…)” diz o pai advogado.”Estou há 5 anos nessa empresa e não consegui, você não vai conseguir uma promoção tão cedo…” diz o colega experiente. “Ah, mãe você já é velha para isto” diz o filho adolescente.

Daí a gente cresce ou convive com essas frases que se tornam quase um mantra interior e que tornam os obstáculos maiores, as dificuldades viram ponto final, atitudes de auto-sabotagem são frequentes e a gente vai levando…

Gente, bora se jogar na vida!! O que você tem que fazer para realizar seu dia, transformá-lo em algo maior? Correr? Trabalhar duro? Estudar? Ler? Fazer novos amigos? Dançar? Mandar a funcionária sanguessuga embora? Controlar seus gastos, organizar sua vida financeira? Planejar suas férias? Fazer sucesso? Escrever um livro? Começar um novo negócio? Bora, povo.

E sabe aquela pessoa que tanto se preocupou em te aconselhar? Ela aguenta!! Ou usa óculos escuros para não ofuscar a vista ao te ver passar.

Beijos

(love u my friends, estou longe mas estou perto)

→ 4 ComentáriosCategorias: Comportamento
Etiquetado: , , ,

A negociação

16 16UTC Setembro 16UTC 2009 · 4 Comentários

old_clocks

Tempo. Ele determina a vida que a gente leva ou seria o contrário?

Bem, estou negociando com o Sr. Tempo pois preciso que ele seja generoso comigo: preciso cuidar da obra no Rio, dos projetos profissionais,  da adaptação do filho na escola e apoiar o  marido na nova empresa. Mas também preciso fechar a conta em São Paulo, me despedir dos amigos, passar o dia com a família, organizar contratos, dar baixa nas carteiras, trocar o endereço da correspondência do jornal, revistas, bancos e etc.

Contei tudo para ele, que respondeu: - Ok, te darei o que precisa mas  tenha calma, faça uma coisa de cada vez e tudo dará certo, mas talvez você não consiga escrever no seu blog com tanta frequência como gostaria. E eu respondi: Tudo bem, posso negociar com os meus leitores…

→ 4 ComentáriosCategorias: Comportamento
Etiquetado: , , , ,

Marcas da vida

3 03UTC Setembro 03UTC 2009 · 3 Comentários

tribal_art_vector_2

Dragão tatuado no braço….E agora? Passou a época do dragão o que fazer com aquilo? Uma tribal! Mas é tão anos 90… e agora? Fecha o braço! 

Tatuagem é uma arte e eu a respeito como tal. Mas ainda não cedi minha pele como tela. Mesmo com toda a minha rebeldia juvenil e meu passado tantas vezes analisado, eu não tenho tatoo! Nem uma estrelinha atrás da orelha, nada. Logo, agora eu é que sou a diferente.

Não é caretice! Talvez seja por falta ou por excesso de personalidade mas não há nada que eu queira exibir, cravar, gravar, sangrar, marcar para o resto da minha vida no meu corpo.

Para uma geração a tatuagem significa liberdade de expressão  mas na minha pele ela cairia mais como um rótulo. Minha  transgressão é poder mudar de estilo, de pensamento, de filosofia de vida, de postura, de cidade, mudar de caminho a qualquer momento.

Como filho é eterno (não tem ctrl+z) seu nome poderia ser uma alternativa no caso de me juntar à turma, mas não tenho certeza das consenquências e benefícios desta homenagem na nossa relação.

E se a questão é honrar ou homenagear fica aqui o meu registro em forma de letra teclada: Paz & Amor, ondas, mar, música, Deus, Filho, Marido, irmãs, mãe, avós, arte contemporânea, NY, São Paulo, Rio, família, Oprah, tulipas, capuccino, desenho, lápis de cor, revistas, livros, água, dinheiro, prosperidade, Saint Germain, cachorro, Amazonas, sonhos, terapia, dança, cinema, gente, psicologia, crianças correndo e dando risada, sol, inverno, lareira, lua, sol, estrela…

→ 3 ComentáriosCategorias: Comportamento

O Pai nosso de cada dia

28 28UTC Agosto 28UTC 2009 · 1 Comentário

dad_and_boy.148133108_std

Quem tem (ou teve) um bom pai para chamar de seu que dê graças a Deus! 

Posso contar nos dedos – e no facebook – as pessoas que após refletirem por alguns minutos afirmaram ter tido um pai de quem se orgulhar! Das babás às amigas mais abastadas as histórias são muito parecidas e permeiam os mesmos tristes temas que são a ausência, alcoolismo, distanciamento, frieza, brutalidade, incesto, abuso e abandono. Triste, não?

Mas por acaso você já ouviu : “Minha mãe bebia muito e batia no meu pai!” Ou  ”Minha mãe fez outra família e nunca mais veio nos ver e/ou nunca nos deu pensão!” 

Em um mundo em que cada vez mais as mulheres tornam-se chefes de família assumindo a responsabilidade financeira, material e a formação psicológica e emocional dos filhos eu me pergunto o que houve com esses pais?

Será que repetem aquilo que aprenderam? Ou melhor, que não aprenderam na própria casa, na própria infância? Em que momento da vida eles desistem e tornam-se menos responsáveis por seus filhos do que as mães. Por não as terem parido? Ou talvez suas mulheres fossem tão auto suficientes que eles tornaram-se homens fracos e oprimidos – ou será o inverso? 

O poder de persuasão da mulher é indiscutível! Somos capazes e assumimos a responsabilidade em escolher  o pediatra, a escola, as atividades extra-curriculares e tudo mais para os nossos pequenos. Muitos pais participam, se envolvem, mas é fato que a mulher nesses casos tem a palavra final…

Porém será que ao vencermos uma batalha (a escolha da escola) não estaremos perdendo a guerra (educação)? Afinal de contas se o pai discorda da metodologia, da crença ou sente-se desconfortável na  instituição, dificilmente no futuro seremos capazes de convencê-lo a participar do “futebol dos pais”, das reuniões escolares, festa dos amiguinhos e etc. Dividir a responsabilidade nas pequenas e nas grandes decisões é o caminho.

Outro dia li no Twitter: “Todo mundo pensa em deixar um mundo melhor para os filhos. E ninguém pensa em deixar filhos melhores para o mundo?”  O pai do Rodrigo pensa. Amém!

→ 1 ComentárioCategorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , ,

A vida dos Ricos, famosos e normais

19 19UTC Agosto 19UTC 2009 · 3 Comentários

celebridadeza7

O universo do entretenimento faz parte do dia-a-dia da nossa casa. Eu, meu marido, minhas irmãs e meus melhores amigos trabalham direta ou indiretamente no meio artístico. Deslubrante? Não, é absolutamente normal.  

Tenho uma teoria que é a seguinte, se você tem um ídolo não queira conhecê-lo, muito menos ficar amigo, deixe seu ídolo lá no pedestal, distante, beeeeem idealizado. Do contrário você nunca mais terá o frisson que se tem ao ver o ídolo em um show, peça de teatro ou ao encontrá-lo por acaso na rua. Fui super fã de uma banda chamada Concrete Blonde, passei a adolescência ouvindo suas músicas, no primeiro show deles no Brasil peguei o camarote principal do Credicar Hall e levei todos os amigos, foi inesquecível! O pessoal da Trama sabia que eu curtia a banda e da segunda vez que vieram tocar aqui me convidaram para um coquetel e lá eu conheci a vocalista, super gente boa, falamos sobre cachorros, praia e etc. Os outros shows não tiveram mais a mesma emoção, não pude me acabar de dançar, fazer uuuuhhhhhuuuu e etc. Portanto hoje tenho uns ídolos na manga que faço questão de Não chegar perto! 

Nas últimas semanas encontrei no eixo Rio-Leblon com  a Marília Gabriela, Edson Celulari, Dira Paes, Arlete Salles, Elba Ramalho, Fabio Assunção, Marco Nanini, Danielle Winits, Cassio Reis, Eduardo Moscovis, Cintia Hawllet, Arnaldo Cezar Coelho e mais alguns que não lembro o nome mas estão “no ar”. Se eu fosse um papparazzo estaria feita. 

Desconheço as regras de Etiqueta para ocasiões como estas, mas na dúvida costumo fazer o que a chiqueria faz: ar blasé, cara de paisagem quase fingindo não saber de quem se trata. Já o grande público (fora deste eixo) se emociona, pede autógrafo, tira foto e comenta sobre os acontecimentos finais da novela ou de quando viram o show em 1991…

Pessoas ricas e/ou famosas são muito desconfiadas! Dá para sentir que estão sempre analisando se haverá por trás da simpatia alheia uma demonstração de interesse ou  tentativas de tirar algum proveito da relação. Não condeno, afinal, gente interesseira e invejosa existe mesmo e deve ser complicado diferenciar uns dos outros. 

Sim, os ricos e famosos tem dor de dente, se preocupam com o cocô do filho, tem problemas com a empregada, pagam impostos, vão à livraria, caminham pelas ruas, tem seus anseios e frustrações. Portanto, há quem diga que são pessoas comuns. Não dá para dizer que são comuns, deveriam dizer  que de vez em quando tem uma vida normal. 

E também não são como uma pessoa qualquer porque fazem parte da nossa vida de um jeito especial! Seja através da estoria que nos contam através dos  filmes, novelas, entrevistas, pelas músicas que embalam nossos encontros ou pela alegria que nos trazem ao ganharem competições esportivas internacionais. 

São também profissionais muito bem pagos para nos venderem produtos em campanhas publicitárias. Ou seja, tem poder de persuasão, carisma e muitos ditam moda, tendências e até comportamento. Recebem cachês para comparecerem aos melhores eventos enquanto a maioria se estapeia por um convite VIP. Enfim, eles se destacam no meio da multidão!

Portanto não entendo por que não é feio falar mal dos “artista” enquanto se folheia a Caras no Salão mas é cafona parabenizar alguém por seu trabalho?

Nem sempre é preciso ser incoveniente e interromper o seu ídolo em um momento de lazer, mas pode-se por exemplo prestigiá-lo indo ao cinema para ver um filme com o Rodrigo Santoro (que merce pacas o sucesso que tem!), pagar para assistir a peça da Marília Gabriela, comprar um CD e o DVD originais (claro!!) Tudo isso é uma maneira educada e civilizada de desmonstrar o nosso reconhecimento. Certo?

E que fique claro que eu tietei a Gabi mesmo! Aqui no Rio não tem GNT no flat – estava com saudade dela – e era louca para que ela perguntasse para mim se eu fazia terapia? ;D

→ 3 ComentáriosCategorias: Comportamento · Uncategorized
Etiquetado: , , , , , , , , , ,

Escreveu não leu, o pau comeu.

13 13UTC Agosto 13UTC 2009 · 3 Comentários

files_389

O que acontece com alguém que vai para o mundo de coração aberto?

Que fim terá o sujeito que confia no outro, que não duvida da palavra alheia, que não rebate, que não usa de mesquinharia, não é averento e tão pouco  egoísta. Ele passará a vida acreditando que um dia tudo o que fez de bom virá em forma de gratidão, fortuna e prosperidade? E será que será recompensado?

Respeito agora é só  no berro?

Soco na mesa! Olho no olho, atitude e palavras de ordem! Contrato e e-mail…São armas de defesa e de ataque que agora o sujeito está aprendendo a usar.

→ 3 ComentáriosCategorias: Comportamento · Uncategorized

O que gostaria de ter escutado, ou melhor, entendido?

31 31UTC Julho 31UTC 2009 · 1 Comentário

3267666489_9b96922b59

Vejo adolescentes aos beijos e amassos na esquina do shopping carioca e penso: ” – Que bom que tive um menino! E se fosse minha filha?” Reflito que  Santa é que eu não fui…Deus sabe o que faz!

Na fila do Starbucks uma turma de meninas escolhem entre o frapuccino com chatilly ou qualquer outra bebida que contenha muito chocolate, creme e etc. Personagens da Malhação, telespectadores de Harry Potter, fãs de High School. Logo identifico a mais popular, a mais delicada e também percebo a gordinha desajeitada que esconde-se atrás de  um muffin tão fofinho quanto suas bochechas sapecadas de blush. A outra mini-adulta negocia o horário com a mãe ao celular enquanto  o menino mais gatinho (a la Zac Efron) decide o que o grupo fará em seguida.

Ai que vontade de sentar ali com eles e falar um pouco da vida! De tentar poupá-los das angustias, das escolhas erradas, do quanto e como é importante assimilar o que os ensinam na escola, que as aulas de inglês são importantes, que aquela gordura toda vai direto para o bumbum e que não irá ajudá-la na carência afetiva que sente. Blá, blá, blá. Quem sou eu para ser ouvida? Sou uma adulta, mãe de família e literalmente uma tia! Não me dariam a mínima! Penso: “- Espero que ao menos usem camisinha e filtro solar…”

Arrependimentos acredito que todos nós temos. Preferimos acreditar que até as escolhas ruins tenham servido para algo que hoje dá certo, pode até ser  mas que eu queria ter perdido menos tempo falando e pensando em meninos, queria sim. Queria ter feito aulas de Educação Física, queria ter aproveitado melhor a bolsa de inglês dos tempos de Gazeta Mercantil. Queria ter tido mais consciência do que se passava comigo e ao meu redor.

Mas o que agora eu poderia estar fazendo? Do que não estamos nos dando conta? Que conselho eu preciso receber e que faria a diferença na minha vida? Talvez eu nunca tinja o cabelo. “Coloque-se sempre em primeiro lugar, se ame, se cuide!” diria a Oprah. Talvez fosse melhor não perder tanto tempo na internet ou será que não entender tudo sobre os sites de relacionamento e Twitter me torne no futuro  numa mãe/senhora fora da órbita?

Vou prestar mais atenção no que os mais sábios e maduros tem a dizer. Mas se você souber me conta, prometo escutar – e compreender!

Beijos e boa semana!

→ 1 ComentárioCategorias: Comportamento
Etiquetado: , , , , ,

Cariocas x Paulistas – que coisa mais fora do tempo!

16 16UTC Julho 16UTC 2009 · 6 Comentários

Calçadas

Ainda sob o tema mudança para o Rio…

Todo mundo me pergunta se eu gosto mais do Rio ou de São Paulo. Tem gente que tem opinião formada sobre tudo e eu faço questão de ter até mudar de idéia. Isto me torna livre. Em tom de brincadeira costumo responder que gosto mais da ponte-aérea (sem levar em consideração os tristes e constantes acidentes), mas dá para comparar? Ninguém será feliz procurando São Paulo no Rio e vice-versa. Ah, mas é para morar, você deve saber de qual gosta mais, dizem. Não, eu não sei.

Sei que sempre serei uma paulista em terras cariocas e poderia até exigir “cidadania” já que minha mãe, avô, tias e primos são cariocas, não tenho sotaque da Móoca e passei muitas férias hospedada na Selva de Pedra, ali ao lado da Cobal do Leblon…Mas alguns cariocas chegam a me dizer em tom elogioso que eu nem pareço paulista! Como se quisessem dizer: “- Oh, coitada, vc é uma mané paulista, mas não liga querida porque quase não dá para perceber!”

É verdade! O preconceito existe sim, os rótulos são de que a mulher paulistana é mais fresca, metida, anda super arrumada de noite, super produzida, com cabelos alinhados (leia-se chapados) e na praia é um horror, é a que fala que em  SP tudo funciona, a violência é muito menor, a cidade é mais limpa e organizada, as pessoas são mais trabalhadoras e por aí vai. Mas convenhamos, os paulistanos não ficam para trás. Para muitos o carioca é vagabundo, só quer saber de praia, mulher, futebol e cerveja. As  mulheres tem aspecto vulgar, são as popozudas do funk, vivem na night atrás de jogador de futebol, ah, claro, sem falar do mundo dos globais que já daria outro post.

Tirem suas conclusões, é assim que se define um povo? Uma comunidade? A sociedade? Não, não é.

E a violência? Bem, nunca fui assaltada em nenhuma das cidades, o que é raro e só tenho a agradecer. No último reveillón no Rio além dos fogos de artíficio vimos tiros de fuzil disparados do Vidigal sobre o mar de Ipanema, soube dos tiroteios em Copacabana, da mulher rica assassinada no Leblon por um pivete que queria seu relógio. Em SP na última semana foi assassinado o marido da síndica do nosso condomínio (você deve ter visto na tv), um executivo de 38 anos que tinha duas filhas lindas, uma carreira promissora e uma vida pela frente. Não levaram nada e o mataram porque o carro em que os bandidos iriam fugir não funcionou. Meu primo carioquíssimo, alto policial do Rio, fez SWAT e tudo mais, trabalhava para os Marinho, fez tanta coisa na vida e foi morrer vítima de golpistas em uma estrada em Cubatão. Neste caso a gente só pode rezar e pedir atitude das autoridades competentes seja em Paris, Rio, SP ou Londres.

Sou privilegiada em curtir o que São  Paulo tem de melhor: a minha família, os grandes amigos, os restaurantes, a vibração que tem na cidade onde tudo acontece e onde tudo é resolvido, onde está o dinheiro que movimenta este País e a economia. Gosto de ser bem tratada pelos prestadores de serviço, a Net funciona e se quebrar resolvem no mesmo dia. Os eventos, feiras e congressos são tantos que não cabem na agenda. É uma cidade de oportunidades e aqui nunca me faltou trabalho. Já no Rio tudo vira um passeio, para ir ao pediatra podemos dar uma caminhada pelo calçadão ou pelas largas calçadas da zona sul. Posso elencar dez lugares maravilhosos que podemos apreciar andando de bicicleta. Fazemos tudo a pé, sem precisar de carro para nada. A cidade te convida a praticar esporte, os velhinhos e velhinhas sarados nos dão um banho de saúde e bem estar. As crianças sujas de areia no baixo bebe, os encontros das mães da pracinha da Ipanema são coisas que sinto falta, aqui dificilmente cruzamos com alguém na rua indo para a farmácia e emendamos em bate papo com suco na lanchonete da esquina. Enfim, pra que escolher?

Assim como as grandes cidades somos indíviduos complexos, cheios de questões a resolver e a admirar.

Até maixxxx.

→ 6 ComentáriosCategorias: Comportamento
Etiquetado: , , ,

Portfolio

1 01UTC Julho 01UTC 2009 · 4 Comentários

FabPCDesigner

Um imóvel alugado, atmosfera retrô,  sofá de sarja branca no meio da sala lembrando que alguém comeu pizza e esqueceu do guardanapo, guitarras, peças de uma automóvel velho, branco, vazio… E um cliente ansioso por vida na casa nova. Ele é multi talentos: músico, criativo, cineasta, redator, antenado e etc. Tem um Harley e está montando um Alfa Romeo. Adora os Beatles. Gosta de arte, viajar, jogar video game e é solteiro – pelo menos era até eu concluir o projeto – as fotos do casal espalhadas pela casa atualmente apontam que vem coisa boa pela frente…Mas isso é outro post.

Com tantas características marcantes em sua personalidade e estilo de vida o mais difícil era não tornar o ambiente um bar temático ou caricato. As referências ao estilo pop-rock-gringo-moderno eram um sonho mas poderia ser uma cilada.

Da viga, tirei partido. Fiz o vão livre do Masp. Abusamos do preto-vermelho-branco: uma leve referência ao Tricolor Paulista. O motor e pára-choque que não serviriam para a montagem do Alfa viraram instalações no living. Cada objeto tem sua história, um preço negociado, um Minha Casa Sua Casa delicioso de fazer.

Cliente satisfeito e eu também. ; D

Fab, obrigada pela confiança!!

FabPCLivingGeralFabPCLivingPosters

As fotos são da renomada Helena de Castro e você vê mais na página Design e Decoração deste blog.

→ 4 ComentáriosCategorias: Design
Etiquetado: ,

Muda-se

28 28UTC Junho 28UTC 2009 · 4 Comentários

mudanca1

Mudar de cidade é algo que não chega a ser uma novidade na minha vida, ao todo já mudei de casa 14 vezes. Meus avós já passaram da casa das vinte e tanto mudanças e tenho certeza que os alcançarei.

Eu adoro mudar! Foi assim que tive minhas melhores experiências profissionais e pessoais. A gente dá saltos enquanto alguns dão passos.

Foi mudando de cidade que aprendi que podemos sempre recomeçar. Não é necessário chamar a Metropolitan toda vez que precisamos de algumas mudanças radicais em nossas vidas…mas quando a gente muda de cidade (ou até de emprego!) pode deixar para trás os rótulos que nos colaram com ou sem razão. A gente muda de ares, pode recomeçar, muda o trajeto e muda até o estilo de vida. Podemos ser aquilo que queremos e realmente Somos! Sem que nos digam o que éramos e como deveríamos Ser.

Nós zeramos! E é desafiador aumentar o score.

O lado ruim é a saudade da rotina familiar, dos jantares com amigos, a casa já montada…E a dificuldade em fazer novas amizades. E mesmo eu que sempre colecionei grandes amigos acho mais difícil fazê-los na vida adulta sem que estejam associados ao ambiente de um escritório.

Para uma amizade nascer é preciso rotina e espontaneidade. Mesmo adorando uma pessoa de cara é preciso ter algo casualmente em comum para que a confiança e a lealdade se estabeleçam. Pode ser  a escola dos filhos, o restaurante perto de casa, a academia, algo que renda conversas animadas e informais. Não consigo aprofundar uma amizade tendo que ligar para a pessoa uma vez por mês para que assim a gente vá se conhecendo um pouco mais… É meio forçado.

E por passarmos a maior parte das horas no ambiente de trabalho é natural que muitos relacionamentos afetivos nasçam ali. Nem sempre esses relacionamentos conseguiriam encontrar campo fértil se não fosse o expediente, as reuniões, as viagens e etc. Daí quando aquele ambiente profissional se vai a “amizade” vai junto. Há um tempo atrás conhecemos uma guria que todo mundo achava chata pra caramba, era grossa com o marido pelo celular e se achava tanto que pensava poder controlar a vida de todo mundo, inclusive a do patrão. Pois então, não é que com o passar do tempo as pessoas já estavam achando ela uma pessoa interessante e boazinha? A convivência forçada faz com que dentro de um contexto os parametros sejam alterados.

Agora vamos nós de braços abertos assim como o Cristo que vai nos observar e abençoar lá do alto.

E graças a internet que nos acompanha em qualquer lugar eu espero continuar perto dos amigos e da família que tenho.

Beijos!

PS.: Voltarei  a escrever semanalmente.

→ 4 ComentáriosCategorias: Uncategorized
Etiquetado: , , ,