
O universo do entretenimento faz parte do dia-a-dia da nossa casa. Eu, meu marido, minhas irmãs e meus melhores amigos trabalham direta ou indiretamente no meio artístico. Deslubrante? Não, é absolutamente normal.
Tenho uma teoria que é a seguinte, se você tem um ídolo não queira conhecê-lo, muito menos ficar amigo, deixe seu ídolo lá no pedestal, distante, beeeeem idealizado. Do contrário você nunca mais terá o frisson que se tem ao ver o ídolo em um show, peça de teatro ou ao encontrá-lo por acaso na rua. Fui super fã de uma banda chamada Concrete Blonde, passei a adolescência ouvindo suas músicas, no primeiro show deles no Brasil peguei o camarote principal do Credicar Hall e levei todos os amigos, foi inesquecível! O pessoal da Trama sabia que eu curtia a banda e da segunda vez que vieram tocar aqui me convidaram para um coquetel e lá eu conheci a vocalista, super gente boa, falamos sobre cachorros, praia e etc. Os outros shows não tiveram mais a mesma emoção, não pude me acabar de dançar, fazer uuuuhhhhhuuuu e etc. Portanto hoje tenho uns ídolos na manga que faço questão de Não chegar perto!
Nas últimas semanas encontrei no eixo Rio-Leblon com a Marília Gabriela, Edson Celulari, Dira Paes, Arlete Salles, Elba Ramalho, Fabio Assunção, Marco Nanini, Danielle Winits, Cassio Reis, Eduardo Moscovis, Cintia Hawllet, Arnaldo Cezar Coelho e mais alguns que não lembro o nome mas estão “no ar”. Se eu fosse um papparazzo estaria feita.
Desconheço as regras de Etiqueta para ocasiões como estas, mas na dúvida costumo fazer o que a chiqueria faz: ar blasé, cara de paisagem quase fingindo não saber de quem se trata. Já o grande público (fora deste eixo) se emociona, pede autógrafo, tira foto e comenta sobre os acontecimentos finais da novela ou de quando viram o show em 1991…
Pessoas ricas e/ou famosas são muito desconfiadas! Dá para sentir que estão sempre analisando se haverá por trás da simpatia alheia uma demonstração de interesse ou tentativas de tirar algum proveito da relação. Não condeno, afinal, gente interesseira e invejosa existe mesmo e deve ser complicado diferenciar uns dos outros.
Sim, os ricos e famosos tem dor de dente, se preocupam com o cocô do filho, tem problemas com a empregada, pagam impostos, vão à livraria, caminham pelas ruas, tem seus anseios e frustrações. Portanto, há quem diga que são pessoas comuns. Não dá para dizer que são comuns, deveriam dizer que de vez em quando tem uma vida normal.
E também não são como uma pessoa qualquer porque fazem parte da nossa vida de um jeito especial! Seja através da estoria que nos contam através dos filmes, novelas, entrevistas, pelas músicas que embalam nossos encontros ou pela alegria que nos trazem ao ganharem competições esportivas internacionais.
São também profissionais muito bem pagos para nos venderem produtos em campanhas publicitárias. Ou seja, tem poder de persuasão, carisma e muitos ditam moda, tendências e até comportamento. Recebem cachês para comparecerem aos melhores eventos enquanto a maioria se estapeia por um convite VIP. Enfim, eles se destacam no meio da multidão!
Portanto não entendo por que não é feio falar mal dos “artista” enquanto se folheia a Caras no Salão mas é cafona parabenizar alguém por seu trabalho?
Nem sempre é preciso ser incoveniente e interromper o seu ídolo em um momento de lazer, mas pode-se por exemplo prestigiá-lo indo ao cinema para ver um filme com o Rodrigo Santoro (que merce pacas o sucesso que tem!), pagar para assistir a peça da Marília Gabriela, comprar um CD e o DVD originais (claro!!) Tudo isso é uma maneira educada e civilizada de desmonstrar o nosso reconhecimento. Certo?
E que fique claro que eu tietei a Gabi mesmo! Aqui no Rio não tem GNT no flat – estava com saudade dela – e era louca para que ela perguntasse para mim se eu fazia terapia? ;D